Apresentação

É a história de uma família que faz bolos gigantes e sabe guardar segredos. Quando um bolo gigante ficava pronto, todos os familiares se davam as mãos, faziam um círculo em volta dele e fechavam os olhos. No mesmo instante, o bolo desaparecia e reaparecia onde precisava aparecer. Ele ia para o lugar certo, onde pessoas tinham fome. Podia ser fome de comida, justiça, esperança, verdade, amor, afeto, não importava... Os bolos gigantes alimentavam os olhos daqueles que os mastigavam. Os olhos ficavam saciados e cheios de luz, de fé no porvir. O livro "Os bolos gigantes" faz uma abordagem poética da generosidade e da bondade. É uma história deliciosa.


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Trecho do Livro

“...Era uma vez uma família que adorava fazer bolos gigantes. Todos ajudavam com vontade. Crianças e adultos se divertiam e corriam contra o tempo para levantar trinta, quarenta ou até setenta andares. Eram necessárias muitas e muitas escadas para colocar as cerejas no topo. Enfeitar, era a parte que mais demorava. Eles passavam creme por toda a extensão do bolo e depois decoravam com balas de goma, bombons e granulado. Às vezes, faziam um creme diferente para cada andar do bolo. Um vermelho, outro azul, outro amarelo, outro marrom, e rosa, e laranja, e verde,.. Quantos sabores! As crianças faziam questão de mexer os cremes coloridos nas grandes tigelas, só para raspar o fundo com as colheres de pau ou com o dedo mesmo; aí, assobiavam para disfarçar a arte. As mulheres precisavam ficar de olhos bem abertos, porque, senão, as crianças arteiras faziam túneis secretos nos bolos, pelo puro prazer de cavar numa massa tão macia e cheirosa. Quando as mulheres descobriam os túneis, com grande felicidade, riam às escondidas, e...”




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